sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Escola bíblica mais atuante - Dicas


COMO PODEMOS CONTRIBUIR PARA TORNAR A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL MAIS ATUANTE E INTERESSANTE?

Adaptação: Rev. Dr. José Kennedy de Freitas, Ph.D, e Rev. Dr. Claudio Antonio dos Santos, Th.D


1. SAIBA COMO PLANEJAR, COM EFICÁCIA, SUA AULA:

Conteúdo- deve ser de pleno conhecimento do professor, o primeiro a ser considerado no planejamento da aula.

Extensão e tempo- é necessário verificar a quantidade de informações e ensinamentos a serem transmitidos. É preciso fazer uma seleção de conteúdos, priorizar as informações e ensinamentos que mais se harmonizam com os objetivos da aula, de forma prática no tempo disponível.

A exposição de uma lição requer uma boa distribuição de tempo:

• Abertura (5%) – uma espécie de “quebra-gelo”.
• Introdução (10%) – estabelecimento de relações com o tema estudado na aula anterior. Desperta a disposição para a aprendizagem. É por isso que deve haver criatividade, por parte do professor, que, também, precisa utilizar notícias de jornal, fatos contemporâneos, ilustrações e experiências corriqueiras para que os alunos se familiarizem.
• Interpretação (30%) – a argumentação bíblica do professor deve ser consistente com as verdades contidas na Palavra de Deus, de tal modo que os alunos posam interpretá-las e aplicá-las.
• Aplicação (40%) – o aluno deve ser estimulado a mudar aspectos de sua vida para andar de acordo com o que está contido nas Escrituras: os princípios, leis, ensinamentos que devem ser levados em consideração, esclarecidos e assimilados para a formação do caráter cristão. É o momento no qual deve-se estimular a participação, o partilhar de experiências que propiciem edificação e aprendizado. Tudo isto deve ser feito com a supervisão e direcionamento do professor para que não se escape dos objetivos da aula.
• Conclusão (15%)- recapitulação das principais informações transmitidas e repasse de conhecimentos aprendidos. É o momento de fechar idéias, confirmar doutrinas e demonstrar a importância da mudança de atitudes e comportamentos. É momento de comunhão e edificação espiritual, por meio do qual os alunos farão uma introspecção para expor, diante do Senhor, a situação real de sua vida em busca de mudança.

A importância do planejamento e do ensino eficaz:

É o momento no qual o professor vai explorar, ao máximo, o seu potencial e criatividade, constatando o interesse dos alunos pela Palavra de Deus e o desejo de retribuir o que lhes foi ensinado. Para alcançar isto, o professor deve ser previdente e organizado, administrando o seu tempo semanal com a meditação da lição que vai ensinar.
Por meio do ensino, o professor desperta a mente do aluno para captar e reter a verdade, motivando-o a pensar por si mesmo, da seguinte forma:

1. O aluno precisa crer que não é o professor que o ensina.O professor tem que fazer que fazer com que o aluno pense por si mesmo, estimulando a sua atividade intelectual para que ele descubra as verdades implícitas na sua mensagem. Somente há aprendizagem com a atividade mental dos alunos. Para isto, devem ser guiados de tal forma que possam expressar com segurança seus novos pensamentos, com base nos resultados da leitura e observações do professor.

2. O professor deve explicar o novo com base no antigo, partindo do conhecido para o desconhecido, do claro para o obscuro, do fácil para o difícil. A eficiência do seu ensino está na apresentação de imagens já conhecidas para que os alunos façam associações, da mesma forma que Jesus o fazia com as parábolas.

3. Deve-se considerar a faixa etária, as condições sócio-econômicas, bem como os interesses do aluno para que possamos ensiná-lo de acordo com as suas necessidades, adaptando o ensino ao desenvolvimento moral e espiritual dos mesmos (ou seja, à altura espiritual dos alunos).

4. A verdade a ser ensinada deve provocar mudanças na vida do professor, permitir que o mesmo se emocione, sinta o impacto daquela palavra ensinada em sua vida e a pratique. Quem domina a lição e permite que ela o comova, também saberá comover os seus ouvintes.

5. Vejamos o que Myer Pearlman diz acerca do papel do eficiente professor:
“…Você, professor, tem de relacionar constantemente as partes das Escrituras – comparando as histórias com as doutrinas, as profecias com seu cumprimento, os livros com os livros, o Antigo Testamento com o Novo Testamento, os tipos com os arquétipos (modelos, anotação nossa), para que o aluno aprenda que a Bíblia não é uma coleção de textos e de fatos separados, estanques, mas uma unidade viva, cujas partes estão relacionadas vitalmente umas com as outras, como os membros do corpo humano. Vimos depois que o professor precisa aplicar continuamente a lição à vida individual, e à coletiva, para que o aluno fique sabendo que todo ensino bíblico está relacionado com os fatos de sua vida. Nenhum ensino bíblico é teórico, sem aplicação prática.”

2. COMO O PROFESSOR DEVE SE PREPARAR

1. Preparo espiritual – à frente da sala deve estar um verdadeiro cristão, alguém que tenha uma real experiência de conversão e que procura santificar sua vida. Tal serviço prestado ao Rei é resultado de uma vocação, um gesto de adoração. Não basta ser profissional, é necessária a submissão ao Senhor Jesus, uma vida de adoração, de execução da Sua vontade e busca pelas coisas de cima, tal como o salmista orou: “Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da Tua lei.” (Sl 119.18). É preciso reconhecer-se dependente do Senhor, incapaz de compreender a Palavra sem o Seu auxílio, moldando a sua vida de acordo com esta Palavra. O professor deve ser um depósito de verdades divinas e fiel guardião da sã doutrina à medida que viver em comunhão com a Palavra de Deus (Sl 119.97; Ex 3.1). Este amante da Palavra, certamente, vive com o seu coração a ferver com palavras boas, ensinamentos eternos e vivos que fazem toda a diferença (Sl 45.1).

2. Preparo bíblico eficaz - o preparo espiritual é um pré-requisito indispensável para se dar início ao preparo bíblico, num profundo mergulho nas Escrituras, que se apresenta nas seguintes atitudes:

• fazer diversas leituras do texto bíblico, comparando as diferentes versões;
• formar uma biblioteca pessoal que contenha dicionários, concordâncias, comentários e manuais bíblicos que auxiliarão na interpretação dos textos;
• fazer diversas perguntas ao texto para identificar promessas, ordens, mandamentos, princípios, doutrinas, orientações e lições. O descuido com a pesquisa traz inúmeros prejuízos à aula, o que contribui para desmotivar os alunos;
• fazer um esboço detalhado do texto bíblico – dividir o texto em partes menores permite a assimilação de novas informações;
• selecionar as lições mais importantes do texto – a Bíblia é como um poço de águas cristalinas que saciam a nossa sede; como uma caverna que contém inúmeros tesouros, os quais, para serem encontrados, requerem tempo, paciência e coragem de quem os busca. Deve haver prazer em meditar na Lei do Senhor (Sl 1.2) para efetuar este intenso trabalho de pesquisa.

3. Estudo da lição desde o início da semana – o ideal seria que todo professor reservasse, pelo menos, meia hora de cada dia, para estudar a lição. Dessa forma, resolveria aquelas questões que surgem, durante o estudo, antes de ministrá-lo à sala, encontrará melhores ilustrações e referências para o assunto, disporá de mais tempo para orar, bem como contar com a função cerebral subconsciente, segundo Rev. Dr. Kopinits:
“O subconsciente nos ajuda muito. Sabe-se que por meio do subconsciente aprendemos muito. Depois de havermos feito um estudo árduo e consciente de um assunto, nossa mente continuará trabalhando na questão, enquanto dormimos ou cuidamos de outras coisas. O ditado muito conhecido que diz ‘consulte o travesseiro’ acerca de uma decisão ou problema, está certo. É exemplo do que vimos dizendo sobre o subconsciente. Mas acima de tudo, lembre-se de que por meio da oração é possível estimular sobrenaturalmente as nossas faculdades mentais. ‘Ele os guiará em toda verdade’, diz-nos Cristo. Note que a palavra ‘guiar’ subentende que devemos estar procurando a verdade, ou em outras palavras: estudando.” (Dr. Marcos D' Kopinits - Anotações).

4. Estudo consciente

• O texto bíblico da lição deve ser averiguado, analisado, dissecado, experimentado antes da investigação profunda do comentário da revista.
• Ajuntar material além do necessário para a aula. Isso depende da aplicação e dedicação do professor que deseja inspirar amor pelo estudo, trazendo informações adicionais ao texto da lição para a classe.
• Estudar o texto e o contexto de forma detalhada.

5. Registro pessoal de seu estudo – o professor deve preparar-se em oração e fazer anotações pessoais (na escrita e na prática) que estejam relacionadas à edificação do caráter cristão e testemunho pessoal. A mensagem a ser transmitida deve provocar o efeito da transformação de vidas. Daí a necessidade do testemunho pessoal.

6. O estudo da lição – o planejamento da aula com base nos objetivos da lição é fundamental para que o professor ensine uma mesma verdade de várias maneiras. Tudo o que ele disser deve estar centrado no objetivo principal da lição. O tema principal será como um Sol, ao redor do qual se moverão todos os pensamentos a ele relativos, tais como os planetas o fazem ao redor da maior estrela

7. Apresentação da lição – o início da aula é o momento de negociação, momento no qual o professor vai lançar o anzol com uma isca bem apetitosa para atrair o aluno a si, mantendo-o fisgado. Para isto, ele deve elaborar estratégias que façam o aluno pensar, despertem o seu interesse, explicando verdades novas com o auxílio de verdades já assimiladas. O esboço não deve ser lido para a classe. Deve ser apresentado como um esqueleto que o professor vai revestir com a carne, usando os comentários necessários para revesti-lo e tornar a mensagem compreensível.

8. Ilustração da lição – o professor precisa estar atento ao limite de tempo que possui para que possa ministrar a aula de acordo com o objetivo principal. Myer Pearlman compara a ilustração da lição à edificação de uma casa:

• “ Dominar a matéria e determinar o objetivo correspondem, digamos, a fazer um desenho da casa pronta, e elaborar a descrição detalhada da planta. Pode incluir a decisão quanto ao material que se há de usar.
• A introdução da lição representa a abertura dos alicerces.
• Resumir a lição é levantar as estruturas de concreto.
• As perguntas correspondem às divisões revisadas. Pediu-se aos alunos que respondessem a algumas perguntas acerca do assunto.
• Por meio de trabalhos práticos, por escrito, ou por meio de diálogo, o professor dará o acabamento à obra.”

Ele ainda acrescenta:

• “As ilustrações correspondem às janelas e às lâmpadas elétricas que iluminam as dependências da casa. As ilustrações esclarecem o tema, ajudam o aluno a compreendê-lo, e assim mantém seu interesse. Por isso, é melhor o professor preparar uma lista de ilustrações. ”

Para fazer bom uso das ilustrações, o mesmo autor deixa-nos algumas sugestõesde como as ilustrações devem ser:

• mais claras que a verdade que ser ilustrar;
• interessarem o aluno e estar relacionada à sua experiência,
• relacionarem-se realmente com a lição;
• apresentadas com um certo limite, evitando-se o excesso;
• causar boa impressão;
• sugerirem boas idéias;
• aplicadas à verdade e a verdade aplicada à ilustração. Ex.: parábolas.

9. A conclusão da lição – é o momento no qual o professor vai trabalhar para despertar no aluno o firme desejo de colocar em prática tudo o que aprendeu, dando a ele oportunidades para memorizar a mensagem principal e amar a verdade ali ensinada. Pois o que mais importa é a aplicabilidade do conhecimento, o que nos faz recordar a unidade do homem como a apresenta Pestalozzi: espírito – coração – mão. Observando este aspecto, o professor possibilitará o desenvolvimento da tríplice atividade humana, contribuindo para o aprimoramento da inteligência, da moral e da técnica: conhecer – querer – agir: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Sl.119.11).

Fonte:www.prazerdapalavra.com.br - via: Ensinar Brincando

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

PREGUE A PALAVRA

Publicado originalmente em Por Dentro da Bíblia:

INTRODUÇÃO:

Que a paz do Senhor seja contigo.

Hoje abordaremos o tema: “PREGUE A PALAVRA”. Acompanhe, por gentileza o texto de Rm 10:17, que diz:

Consequentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.

 A igreja primitiva, aquela da época dos apóstolos, crescia de modo espantoso. Este crescimento não acontecia em longo prazo, mas diário. E como isso era possível? Simples: As pessoas eram convencidas mediante a pregação da Palavra de Deus pelos cristãos.

A palavra, entretanto, não era exposta de qualquer maneira. Quem pregava, o fazia com ousadia e convicção. Mas isso não era fácil. Havia oposição e descrédito em relação às boas novas. Sobre isso Paulo disse em 1 Co1:23: nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos (1Co 1:23).

Gostassem ou não a semente do evangelho era plantada. Muitos eram convencidos a abandonar o pecado e a renderem-se a Cristo. A pregação é importante para convencer o pecador do pecado, da justiça e do juízo. Consideremos as seguintes atitudes em relação à pregação.

Em primeiro lugar,

Pregue a palavra considerando o seu propósito:

A pregação da palavra de Deus não é sem objetivo. Ela tem um propósito.  E qual seria este propósito? Seria o propósito da pregação entreter os crentes, já que estes muitas vezes chegam na igreja exaustos de uma dura semana de trabalho? Ou quem sabe seria o propósito da pregação exaltar o pregador, afinal, os púlpitos das igrejas são tão visados, não é mesmo? Ou, talvez, seria o propósito da pregação preencher a liturgia do culto, afinal, faz parte da tradição?
       
Na verdade, nenhuma dessas opções se constitui o verdadeiro propósito da pregação da palavra de Deus. Ela está acima de nós, do nosso vil desejo de entretenimento, do nosso ego e das tradições. O verdadeiro propósito da pregação é a salvação. É isso que diz o texto de Romanos 1:16: o evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.
Se a palavra pregada não tiver o propósito de conduzir o pecador a salvação em Cristo, será como dar um tiro no escuro, ou seja, será vã.
               
Se eu sou um pregador sério, me preocuparei não com a minha promoção pessoal, mas com a salvação do ouvinte. É oportuno dizer isso porque hoje em dia muitos púlpitos estão infestados de pregações cujo objetivo é conduzir o ouvinte á ganância por prosperidade financeira.

Pergunto: Onde está a pregação do arrependimento enfatizada por João Batista? Ou o chamado à conversão conduzido por Pedro? Cadê a mensagem do Reino que Jesus pregou? Por que pouco se ouve a respeito de assuntos tão relevantes para a salvação nos púlpitos das igrejas? Precisamos resgatar o verdadeiro propósito da pregação em nossos sermões. Se não o fizermos Deus o cobrará de nós. O desejo dele é a salvação dos pecadores.

Em segundo lugar,

Pregue a palavra, dando-lhe prioridade:

A pregação nunca ficou em último plano na vida da igreja do primeiro século. Ao contrário, era prioridade seguida a risca por aqueles irmãos. Ao ler o livro de Atos com cuidado, você logo perceberá que a Palavra era pregada nas casas, nas prisões, nas sinagogas, e até nas margens dos rios.

E se a perseguição viesse? Não tinha importância, pois aqueles cristãos faziam questão de proclamar a Palavra em meio à situações adversas.

Portanto, não esqueça: pregar a palavra de Deus é nossa missão. Logo, é nossa prioridade. Se faço parte da igreja de Jesus, devo ser um agente do reino de Deus no mundo. Em outras palavras, eu o proclamo.

Se quisermos ver almas convencidas do pecado, da justiça e do juízo, precisamos fazer da pregação a nossa prioridade. O Mestre fez o mesmo em seu ministério e temos a obrigação de imitá-lo. Reflita a respeito.

Em terceiro lugar,

Pregue a palavra enfatizando o seu assunto: 

Qual é o assunto da pregação? Cristo, indiscutivelmente. Ele é o protagonista do evangelho. A glória só a ele pertence. Jesus, e não outro, é o motivo da pregação. É com ele que o pecador deverá ter um encontro a fim de mudar de vida, de uma vez por todas.

Saulo só se tornou nova criatura ao ter um encontro com o Salvador no caminho de Damasco. Não demorou e logo estava ele, proclamando a cerca de Cristo, a quem tanto perseguira. Cristo foi o centro da sua pregação. Tempos depois ele não pode deixar de testemunha a esse respeito. Disse ele em 1Co 2:2: ...decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. (1Co 2:2). Imitemos a este amado apóstolo fazendo de Jesus o assunto da nossa pregação.

Chegamos ao final deste sermão e lhe pergunto: terá a sua pregação a partir de agora o propósito de promover a salvação de vidas? Você fará dela a sua prioridade? Qual será o assunto nela abordado? Jesus? Que a sua resposta a estas perguntas seja positiva. Que o Senhor te abençoe. Amém.
                                               
 Ms. Jailton Sousa Silva