sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Olhando para o fim


“Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas...” - Eclesiastes 7.8 (a).
Sob a pressão da vida atual somos levados a pensar apenas no momento. Quase tudo é “fast”, “fashion”, “on line”, prá ontem, etc. Por isso pouco tempo resta para pensar nas coisas do “alto” como encontramos em Colossenses 3.1. Apesar disso, devemos nos esforçar o máximo para compreendermos o que enfatizou Salomão no texto de Eclesiastes: “Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas”. Muitos personagens Bíblicos possuíram a mesma visão.
Abraão, mesmo sofrendo provações soube firmar seu olhar no futuro. Esperou cem anos para ter um filho legítimo, viajou por desertos desafiadores, enfrentou inimigos vorazes, porque tinha um sonho. Um escritor do Novo Testamento disse a este respeito: “Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” - Hebreus 11.10.
Davi, lutou com um gigante, viveu muito tempo fugitivo de seus inimigos, batalhou quarenta anos por Israel e ainda aconselhou: “Coberto de glória, ele avança para vencer, defendendo a verdade e a justiça. A sua força conquistará grandes vitórias!” - Salmos 45.4 (BLH).
Paulo, por causa de Cristo, sofreu naufrágios, apedrejamentos, açoites, prisões, perigos, fome... e antes de ser decapitado em Roma escreveu: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” – Filipenses 3.13 e 14. E na sua despedida triunfal nos deixou palavras emocionantes: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” – 2 Timóteo 4.6 e 7.
Jesus, o Maravilhoso Filho de Deus, mesmo sabendo de todo sofrimento e dor, não abriu do calvário, para que por meio dele fosse infinitamente vitorioso, e que milhões fossem conduzidos à eterna glória: “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” – Hebreus 12.2.
O conselho Bíblico aponta uma direção definida. A vida não deve ser medida apenas em um determinado momento, principalmente se for de derrota. É preciso olhar para frente e avançar. Eis o alerta: “Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” - Hebreus 10.38.
Levantemos a fronte e sejamos vitoriosos.
Pastor Elias Alves Ferreira

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Os sete fundamentos da Unidade Cristã


“Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos.” - Efésios 4.4-6.
A vida Cristã, para ser vida Cristã de verdade precisa repousar sobre sete fundamentos que expressem verdadeiramente uma unidade intrínseca. Estes fundamentos devem revelar a Divindade (O Espírito Santo,
O Senhor Jesus Cristo e O Pai). A Divindade (Trindade) é unida. Assim também devemos ser.

Os outros quatro fundamentos é o extravasamento desta comunhão os quais devem permear toda a nossa vida e impactar as pessoas que estejam ao nosso redor (um só corpo, uma só esperança, uma só fé e um só batismo).

Não dá para viver sem comunhão e entender o verdadeiro “Pai de todos”, a obra de Cristo na cruz e Seu senhorio e a doce manifestação do Espírito Santo. Também não dá para viver longe da comunhão do Corpo de Cristo (nossos irmãos). Sem esperança de vida eterna, sem fé e sem uma ligação vital com tudo isto por meio do batismo verdadeiro conforme Mateus 28.18-20.

Rick Joyner em seu livro: Mensagem à Igreja Gloriosa comenta este texto assim: “Foi o diabo que trouxe a corrupção da divisão e da falta de unidade. Por conseguinte, é fácil reconhecer a obra de cada um. Um procede na direção da unidade e da harmonia, o outro, para a divisão. Poderíamos também reconhecer a obra do Senhor e os esquemas do diabo na nossa vida da mesma forma. Onde estão a unidade, a harmonia e a paz? Qual a fonte da discórdia? O Senhor está sempre Se movendo na direção da harmonia e da paz, e a estratégia mais básica do inimigo contra nós é trazer divisões.”

Lutemos sempre pela unidade.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quem é Deus


Salmo 46
Esta e outras perguntas intrigantes povoam muitas vezes a nossa mente. Não podemos pôr Deus em um laboratório e dissecá-lo. Podemos olhar para a natureza e reconhecer que houve uma origem, um autor. Nada veio a existir por obra do acaso. O nada absoluto não existe. É bem verdade que nós seres finitos, não poderemos conhecer plenamente o infinito. Mas quando estamos em íntima comunhão com o Senhor, deixamos as questões e queremos desfrutar da Sua companhia e mergulharmos no puro oceano da presença Divina. Deixamos o racional pelo experimental. Foi assim que os filhos de um regente hebreu descreveram um pouco do Senhor baseados em três posições
Deus é - Vs.1-4. Refúgio, fortaleza, socorro na angústia, presente nos momentos de tempestades. Com isto descobrimos que Ele é magnífico, majestoso, grande, único, tremendo e soberano rei. Logo, ao lado dEle não existe lugar para o temor,   derrota, preocupação, ansiedade e desânimo. Nada é maior que a graça e misericórdia que vem do trono celeste.
Deus está - Vs.5-7. “Deus está no meio”, “Deus ajudará”, “O Senhor dos Exércitos está conosco”. O Senhor das plenitudes intervém, participa, não se omite, não fica à margem, não cruza os braços. Como régio dominador nunca se ausenta, tem as rédeas da história, tem tudo sob controle. Seus olhos acompanham os nossos passos. É o Iavé Shamá revelado pelos profetas antes de Cristo, o Emanuel do Novo Testamento, O Deus Conosco, não importando as aventuras ou desventuras.
Deus faz - Vs.8-10. “Contemplai as obras do Senhor”, “Acaba com a Guerra”, “Quebra o arco, despedaça as lanças, queima os carros de combate”. Deus fez, faz e sempre fará. Nada ou ninguém O impedirá. Podemos não ter uma experiência teológica, filosófica ou científica, mas, ao abandonarmos o preconceito e o orgulho passamos viver a realidade de um Deus vivo.
Deixe Deus substituir a melancolia pelo louvor, a tristeza pela alegria, a incerteza pela fé, a tensão pelo descanso, o desespero pela esperança, as correntes da prisão pelas asas da liberdade, a baixa estima pela auto estima, a dor pelo bálsamo, o choro pelo riso, a tempestade pelo orvalho, a mágoa pelo perdão, a perturbação pela paz, a orfandade espiritual pela família de Deus, a pobreza de espírito pela riqueza do Espírito Santo, a carência pelo amor eterno, o caos pela decência, as trevas pela luz, a derrota pela vitória, a morte pela vida....
Pastor Elias Alves Ferreira

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Porque a ansiedade?


“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus” – Filipenses 4.6, 7.
Feliz é todo aquele, que aprendeu a ter um relacionamento íntimo com Deus. Que logo nos primeiros instantes do dia, fala com Deus através da sua oração e ouve a voz divina através das Sagradas Escrituras. Minutos às vezes, mas minutos transformadores da vida e das circunstâncias. O caminho para o céu, que é o caminho da felicidade, não é palmilhado por passos comuns, nem motivado pelo que temos; mas com os passos da fé e da graça de Deus. Não pode ser comprado, porque é um presente dos céus chamado Jesus.
 
Mas todas as bênçãos advindas dos céus para a nossa felicidade dependem de um fator primário, chamado dependência. Quando estamos em absoluta dependência de Deus, estamos na condição de filhos legítimos. Para sermos fortes é preciso admitir que somos fracos. Para sermos filhos por adoção temos que admitir que sem Deus somos órfãos. Para sermos amparados é preciso admitir que somos carentes do amparo. Para sermos ricos da graça temos que admitir nossa pobreza espiritual. Para sermos justificados temos que admitir que a nossa justiça própria nada vale. Para sermos grandes temos que admitir humildemente que somos pequenos... Para termos Deus temos que admitir que somos humanos de carne e osso.
 
Esta dependência deve ser aliada à gratidão (ações de graças). O reconhecimento de que o que temos, não é muito nem pouco, mas o suficiente. De que muitos não têm o que temos. Que na maioria o que falta é consideração por todas as coisas que os cercam.
 
Quando descobrimos e vivemos esta realidade, não há lugar para a ansiedade em nossa vida. Porque no diálogo sincero com Deus (nossas orações), todas as necessidades são expostas diante do grande trono de Deus. Os problemas podem ser maiores que nós e nossas capacidades, mas não é maior que Deus. Ele é grande demais para ser atingido pelas coisas pequenas desta vida. Mas palavras vazias e incertas não resolvem. É preciso que seja total, intensa, definida, vibrante, com o corpo, as emoções e a razão.
 
A ansiedade é o inverso da paz. Enquanto a paz é quietude, certeza, sossego, calma, serenidade, docilidade, saúde, vida...
A ansiedade é agitação, dúvida, desassossego, atropelo, agressividade, amargura, doença, morte...
 
Porque a ansiedade se Deus oferece a paz que excede todo entendimento? Esta paz guardará as nossas emoções e dará controle sobre a nossa estrutura mental. Não há franquia humana para esta bênção. Mas ela pode ser experimentada, hoje, gratuitamente pela fé, no nome do Senhor Jesus.

Pastor Elias Alves Ferreira 
Abaixo a ansiedade e viva a paz.