domingo, 26 de junho de 2011

As sublimes asas da liberdade


Por Pr. Elias Alves Ferreira
“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos” - Isaías 61:1.
Como foi importante a ação do imperador Dom Pedro I. Em sete de Setembro de 1822, às margens do rio Ipiranga, proclamou a Independência do Brasil. A partir desta data deixamos de ser colônia Portuguesa para termos o direito de administrarmos nosso território e sermos donos do nosso destino. E hoje, somos o que somos graças a este gesto heróico. Com qualidades e defeitos, com acertos e erros, com evolução e decadência... Não importa, somos livres! Este conceito de liberdade, mesmo adormecido, é de suma importância para as nossas vidas. Não temos que lutar por esta liberdade e sim pelos nossos ideais pessoais.

Porém, há outra liberdade superior ao direito de ir e vir, ou deliberar politicamente sobre qualquer assunto. Muito mais importante do que isso é a liberdade interior, a espiritual.

Isaías profetizou a respeito do ministério de Jesus, que viria sobre Ele uma unção especial do Espírito Santo e que seria o grande libertador. Como estas palavras foram concretas na vida de Cristo! Curou, libertou, transformou destinos, interviu várias vezes de forma milagrosa na natureza e pregou as verdades eternas como nenhum outro. Para que materializasse a missão de libertador eterno morreu na cruz num sacrifício espiritual pela humanidade como único ser humano perfeito. E para que fosse selado definitivamente este lema, reviveu após três dias. E independente do tempo, do espaço e da situação, é possível desfrutar alegremente a Sua presença.

Hoje, porém, como Cristãos, somos convocados a sermos também libertadores. Levar as boas novas do evangelho eterno, não é opção, mas uma obrigação. Há muitos “prisioneiros” físicos, emocionais e espirituais, necessitando de nossa intervenção.

Mas como ir? Com a nossa capacidade? Nunca. Nem Jesus ministrou assim. Devemos ir inspirados e revestidos do poder do Espírito Santo. As palavras do Profeta devem ser marcas distintivas e individuais em nossas vidas, a ponto de podermos dizer: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim”. E humildemente reconhecermos que jamais será para nossa vaidade e sim para “pregar boas novas aos mansos... a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos”.

Vivamos e agradeçamos a liberdade, sem jamais esquecer que podemos tornar o mundo cada vez mais livre.

sábado, 25 de junho de 2011

A Rocha Ferida


Por Pr. Elias Alves Ferreira
“Bebiam da pedra espiritual que os seguia, e a pedra era Cristo”. 1 Coríntios 10.4
Os Israelitas caminhavam no deserto com destino à terra prometida, quando lhes faltou água. Uma prova dura foi imposta por que estar num lugar solitário, requer muita força de vontade e ainda quando falta algo essencial para a vida como água. Não é por acaso que nosso planeta poderia ser chamado de planeta água e não planeta terra. E a nossa constituição física, da mesma forma, é composta na sua maioria de líquidos.

Diante de tão grande desafio e murmurações Moisés obedeceu a Deus. Veja o texto “Eis que estarei ali diante de ti sobre a rocha em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas, e o povo beberá. E Moisés assim fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel” - Êxodo 17.6.

Da rocha ferida na região montanhosa de Horebe saíram torrentes de águas, que saciaram a sede dos Israelitas e dos animais no deserto. Houve um milagre e mesmo estando no deserto, suas necessidades foram supridas com a água que manou da rocha.

A rocha prefigurava Cristo e as águas o evangelho. Assim diz o Apóstolo Paulo: “Bebiam da pedra espiritual que os seguia, e a pedra era Cristo” - 1 Coríntios 10.4. Assim como as torrentes de águas manavam da rocha ferida, as boas novas de salvação de Jesus que morreu e ressuscitou deve ser a esperança para todos os que vivem neste mundo.

A rocha foi ferida por Moisés e Jesus pelos pecados da humanidade quando de Sua crucificação. Da rocha saiu água, de Cristo o seu sangue. A água da rocha foi suficiente para milhares, o sangue da cruz para milhões. A rocha era inerte, porém Cristo, com vida. A água satisfez um momento específico, o sangue de Jesus é suficiente para a eternidade.

O sacrifício de Cristo foi superior porque era realidade e a rocha figura, mas não esqueçamos que assim como as águas minerais da rocha em Horebe foi um momento de Júbilo no deserto, do Calvário há uma fonte à jorrar por quase dois mil anos: de paz, alegria, salvação, satisfação, saúde, renovação, libertação, amor, misericórdia e graça.

Porque não experimentar agora o poder de Deus? Ele pode realizar muitos milagres, mas nenhum é maior do que aquele realizado no coração, no íntimo, no âmago, no interior, na essência do ser. 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Somos prisioneiros de Cristo


Por Pr. Elias Alves Ferreira
Paulo encontrava-se em grande aperto numa prisão em Cesaréia (Atos 25 e 26). A liderança Judaica possuía grande influência e desejo de exterminar os seguidores de Jesus. Apagar para sempre qualquer ensino que lembrasse o homem que havia sido crucificado brutalmente numa cruz, com a insígnia de “Jesus nazareno Rei dos Judeus”. Manipularam a liderança local que aprisionou o Apóstolo. Se fosse a Jerusalém para ser julgado corria risco de perder a sua vida. Permanecer preso injustamente em Cesaréia também não era uma situação agradável. Foi ouvido por Félix, Festo e o Rei Agripa. Nenhum crime havia, mas a tendência era que permanecesse aprisionado. Assim por direção do alto apelou para o tribunal de César em Roma (Atos 25. 11 e 12).

Também somos prisioneiros do Senhor. Não prisioneiros em uma cela fria e úmida. Não acorrentados por correntes de ferro. Nossas correntes é o amor de Deus, a graça de Jesus, a esperança eterna, a misericórdia infinita, o perdão incondicional, a vida e o desejo de estar para sempre unidos com o Senhor. Somos prisioneiros voluntários do Corpo de Cristo, a Igreja do Deus Vivo, A Coluna da Verdade.

E além de prisioneiros há também uma imposição sobre nós: “Contudo, quando prego o evangelho, não posso me orgulhar, pois me é imposta a necessidade de pregar. Ai de mim se não pregar o evangelho!” – 1 Coríntios 9.16.

Nosso corpo é habitação exclusiva do Espírito Santo – “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo.” – 1 Coríntios 6.19 e 20.
Não fomos chamados para uma vida vegetativa dentro da Igreja. Há um eterno projeto a nossa espera. Almas de todas as classes sociais, de todas as culturas, de todas as cores esperam ansiosamente conhecer a plenitude da vida e isto temos e conhecemos – Jesus Cristo que foi morto, mas que está vivo, que foi fragilizado pela natureza humana, no entanto, Sua condição é o de Todo-Poderoso para sempre.

Diante das autoridades Paulo pregou a Jesus Brilhantemente. A prisão não era nenhum lazer. Não havia nada de romântico ali. O clima e o cheiro eram horríveis como em nossos dias. Mas muito mais que se defender, ousadamente, proclamou o seu Senhor. O Rei Agripa diante da poderosa mensagem balançou em suas estruturas emocionais e espirituais e disse: “Você acha que em tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me cristão?“. Dentro do peito daquele servo do Senhor batia um coração apaixonado pelas almas e sua resposta foi “Em pouco ou em muito tempo, peço a Deus que não apenas tu, mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, porém sem estas algemas” – Atos 26. 28 e 29.

Num paradoxo reflexivo dizemos: Viva a prisão mais livre do universo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

As nossas dores


Por Pr. Elias Alves Ferreira
“Verdadeiramente Ele tomou sobre si as nossas dores”. Isaías 53.4.
Muitas são as dores humanas, mas as principais podem classificar em três. A dor física, a moral e a espiritual. A dor física é a mais comum e podemos detectá-la facilmente, sendo que a moral e a espiritual são abstratas atingindo as emoções.

Sentimos a dor física, quando sofremos um acidente ou quando somos atingidos por alguma doença. Esta dor além de ser medida pode ser diagnosticada e tratada por mãos humanas. As mais comuns das reações, além de poder ser fatal, é o grito espontâneo, a febre e as convulsões. 
fonte: soudapromessa

A dor moral é sentida, quando a nossa moral é ofendida. Esta dor atinge o ego, o orgulho próprio o caráter. A reação pode ser amargura, ressentimento, ódio e vingança.

A mais dolorida das dores é aquela que atinge a essência do nosso ser, o lado espiritual. Ela se manifesta quando perdemos um ente querido. A dor da separação é sem retorno, a saudade será constante e o choro além do físico e do emocional é espiritual.

Mas todas estas dores precisam ser tratadas, superadas. Em caso de permanência demorada pode traumatizar, envelhecer e extinguir a vida. Se porventura, uma ou mais destas dores estiver envolvendo seu Ser, medite em Jesus que sofreu todas elas e por isso pode ser seu Salvador em qualquer área.

Jesus sentiu dor física, quando foi açoitado, esbofeteado, coroado de espinhos e teve as mãos e os pés pregados na cruz. Mateus 27.26-35.

A dor moral foi sentida por Cristo, quando foi blasfemado, cuspido e zombado como Rei dos Judeus e desafiado a descer da cruz se fosse Filho de Deus. Mateus 27.29, 30, 39-43.

A pior das dores a espiritual, Jesus sentiu, quando às três horas da tarde exclamou: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? E logo em seguida expirou.. Mateus 27.46, 50.

Mas a vitória cabal sobre as dores, se deu depois de três dias e noites e quando algumas mulheres aproximaram do sepulcro, ouviram a mensagem angelical: “Ele não está aqui, já ressuscitou”. Mateus 28.6
A cruz de Cristo é a matéria mais profunda para os limites do pensamento humano. Ela existiu e não foi por acaso, por acidente. É um projeto que antecede a fundação do mundo.

Se a dor quer mais que alertar e deseja morada definitiva e não sabe o que fazer com ela. Por que não experimentar o maior dos analgésicos? Este remédio não tem prazo de validade, custa apenas a fé, a fórmula original foi elaborada pelo coração de Deus e pode ser adquirido aí, onde você está. Chama-se Jesus Nazareno Rei dos Judeus.