terça-feira, 9 de agosto de 2011

Aquecendo-se na fogueira do inimigo


"E, havendo-se acendido fogo no meio do pátio, estando todos sentados, assentou-se Pedro entre eles" – Lc. 22.55.
Um dos erros de Pedro quando Jesus estava para ser crucificado foi o de expor-se desprevenidamente.

Dois erros graves podem ser percebidos e fazemos bem em não repeti-los em nossas vidas.

O primeiro foi o de isolar-se dos restantes dos demais companheiros. Não fomos criados para vivermos isoladamente. Somos membros do Corpo de Cristo (1 Coríntios 12:12 e Efésios 4:16) e do edifício espiritual chamado Igreja ou Povo de Deus (1 Coríntios 3:10-16 e Efésios 3:20,21). Como órgãos ou tijolos formamos um todo maior, sendo interdependentes. Um dos grandes mistérios do Reino de Deus é: abençoar e ser abençoado, amar e ser amado, compreender e ser compreendido, ajudar e ser ajudado.

Muitas batalhas somente serão vencidas se houver um agir de toda a milícia. E para isto é necessário haver humildade. Somente em casos especiais Deus lança mão de francos atiradores.

O segundo erro de Pedro foi de aproximar-se demais da zona de perigo. As pessoas não estavam brincando e sim sedentas de sangue. Jerusalém estava agitada pelas patrulhas romanas, pessoas seriam executadas e qualquer suspeito seria preso. Ainda assim, Pedro assentou-se entre eles. Quantas vezes nós também, inadvertidamente, buscamos companhia e benefícios onde jamais deveríamos estar. Quando a luta é contra as hostes de Satanás deve mos resistir (Tg. 4.7), mas quanto às obras da carne, devemos fugir (2 Tm. 220). O primeiro dos Salmos diz: “BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” – Sl. 1.1

Pedro descuidou-se e estando totalmente cercado de adversários não teve forças para superar as provações. Negou seu grande Mestre e Amigo com palavras impróprias. O galo cantou cumprindo-se o alerta de Jesus e na noite escura e solitária chorou amargamente.

Há muitas fogueiras perigosas no mundo que querem roubar-nos a companhia dos amigos de fé e o bondoso Senhor, que nenhum mal fez, ao contrário, assumiu os nossos erros e misérias na terrível cruz.

No primeiro círculo da fogueira estão os ímpios, no segundo a escuridão com uma pertinente ave para despertar a consciência.

Ainda bem que história não termina com lágrimas e remorsos, Pedro recuperou-se encontrando o calvário e o Senhor Vivo.

Aquentemo-nos, mas na fogueira da graça, do amor e do poder do Espírito Santo.


fonte: soudapromessa

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Deus é fiel


“Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” – 2 Timóteo 2:13
Como é bom servir a Deus. Além dEle ser infinito em amor, misericórdia, bondade, perdão, onipotência, onipresença, onisciência, santidade, justiça...é também em fidelidade. Aliás, todos os atributos de Deus agem em nosso favor porque Ele é fiel. Ele nos ama, nos ajuda, intervém, transforma situações, está sempre presente, porque é fiel. Sua fidelidade é incomparável “ó SENHOR, deus dos Exércitos, quem é poderoso como tu és, SENHOR, com a tua fidelidade ao redor de ti?” – Sl 89:8, infalível “...a tua fidelidade, tu a confirmarás nos céus...”– Sl 89:2 (b), infinita “A tua benignidade, SENHOR, chega aos céus, até as nuvens, a tua fidelidade”– Sl 36:5 e perpétua para o Seu povo “A tua fidelidade estende-se de geração em geração...”– Sl 119:90.
Vivemos num mundo cheio de falsidade, desonestidade, engano, instabilidade e incertezas. Por isso, é bom saber que não temos um “deus” qualquer, mas um Deus fiel. Fidelidade faz parte da natureza, do caráter Divino.
Na Sua fidelidade cumpre todas as promessas bíblicas. As milhares de promessas contidas nas Escrituras são reais e estão à nossa disposição quando abraçadas com fé. Quando lemos as promessas, assumindo-as ou ministrando-as,  constituem-se em verdadeiros oráculos. Deus cumpre as Suas promessas, mesmo que não possa salvar eternamente alguém – Mateus 7:21-23.As palavras de Jesus oferece sempre uma garantia e nos banha de esperança: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” – Mateus 24:35.
A fidelidade de Deus é um meio de segurança espiritual. Quando temos consciência da fidelidade de Deus, esta passa a ser um antídoto contra a indiferença, a descrença, a desesperança, o desamor e a inquietação.
Uma triste realidade humana é que nem sempre conseguimos ser fiéis ao Senhor como deveríamos. Muitas vezes não valorizamos devidamente o sacrifício que Cristo fez por nós na cruz. Atitudes que deveriam honrar a Sua ressurreição são relevadas. Como Judas, vendemos o autor da vida pelas coisas aparentes. O material, fala mais alto que o espiritual. O visível nos cega em relação ao invisível, a realidade da fé. O transitório sobrepuja o permanente,  o eterno. São instantes que o vil metal pesa mais que os valores do Reino. Mas em meio aos altos e baixos da fé, por não sermos perfeitos, devemos jogar tudo ao alto e nos entregar às ilusões? Não, mil vezes não. Olhemos para o Senhor que jamais nos abandonou, e que é impossível que nos deixe de amar. Ele foi, é e sempre será fiel. Seus braços estarão sempre abertos, Seus olhos sempre contemplarão nossas limitações, Seu coração sempre pulsará de um doce e eterno amor... e Suas palavras sempre serão: “Vinde a mim todos os que .estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” – Mateus 11:28
Em meio às tempestades da vida, podemos sempre contar com Deus que não muda, está sempre presente, é Todo-Poderoso e eternamente fiel.


fonte: soudapromessa

domingo, 7 de agosto de 2011

A simplicidade da salvação


“Eis que, quando nós entrarmos na terra, atarás este cordão de fio de escarlata à janela por onde nos fizeste descer; e recolherás em casa contigo a teu pai, e a tua mãe, e a teus irmãos e a toda a família de teu pai. Será, pois, que qualquer que sair fora da porta da tua casa, o seu sangue será sobre a sua cabeça, e nós seremos inocentes; mas qualquer que estiver contigo, em casa, o seu sangue seja sobre a nossa cabeça, se alguém nele puser mão. Porém, se tu denunciares este nosso negócio, seremos desobrigados do juramento que nos fizeste jurar. E ela disse: Conforme as vossas palavras, assim seja. Então os despediu; e eles se foram; e ela atou o cordão de escarlata à janela” – Josué 2:18-21.
Josué e o os Israelitas estavam prestes a cruzar o Rio Jordão e conquistar a Terra Prometida. Depois de quarenta anos de peregrinação no deserto, chegava o momento de possuírem a tão sonhada herança. Dois espias foram enviados à Jericó, a primeira das cidades de Canaã a ser conquistada. Muralhas enormes cercavam esta cidade e os dois homens se hospedaram na casa de uma prostituta chamada Raabe.
Podemos ver nisso a escolha de Deus. O Senhor não escolhe alguém pelo que fez ou poderia ter feito, mas por aquilo que irá fazer. Sem discriminação alguma Ele age soberanamente, ministrando Seu perdão e Sua graça.
Ao saírem da casa de Raabe, devido à proteção, o amor e a misericórdia, em detrimento às ameaças dos moradores do local, os espias fizeram um acordo de salvação. Jericó seria destruída, menos a casa de Raabe. Mas para isso deveria trazer seus parentes e pendurar um cordão vermelho na janela.
O cordão vermelho era o sinal da salvação. Vermelho nos lembra o sangue de Jesus que foi derramado na cruz do calvário em nosso favor. Aliás, este fio vermelho passa por todas as páginas das Escrituras Sagradas. A Bíblia só é Bíblia devido o maravilhoso plano de salvação de Cristo. Assim Raabe teria um símbolo de resgate em sua casa.
O cordão de escarlata era também o estabelecimento da aliança da salvação. Deus é o Deus da aliança, do concerto, do acordo, do pacto. Deus sempre fez a Sua parte. Porém, Ele exige um compromisso da nossa parte. Quando fazemos isso estamos dizendo: Deus, eu creio em Ti e aceito que Tu atues na minha vida.
Aquela corda era também a expressão da salvação. Sempre foi da vontade do Pai nos livrar do perigo e da morte. Ele nunca quis destruir alguém. Ao contrário, Seu maior desejo é que todos sejam felizes nesta vida e na futura. O que vemos na história é um Deus maravilhoso, apaixonado, buscando o bem do ser humano. Pena que nem todos creiam e aceitem.
A salvação oferecida era extensiva. Raabe não deveria se contentar em ser salva. Deveria trazer toda a sua família. Não podemos ser egoístas com aquilo que o Senhor nos outorgou. Tudo o que temos deve ser compartilhado. Isto é praticar a misericórdia, evangelizar, amar, ser canal de bênçãos...
Por outro lado, a salvação seria condicional. Ela deveria ser fiel. Jamais poderia denuncia-los ou tirar o cordão da janela. Deus foi e sempre será fiel em Suas promessas. Todos amam e querem a fidelidade de Deus nas Suas promessas. Mas, e nos Seus castigos? E na Sua justiça? Deus é amor, mas também um fogo consumidor.
Vemos ainda a simplicidade da salvação. A mulher não deveria fazer algum sacrifício impossível. Somente confiar e pendurar um cordão na janela. A salvação não é algo complicado. A graça maravilhosa e doce do Senhor é simples. É somente crer e abrir a existência, a alma e dizer: Eu preciso, eu quero, eu aceito, eu confesso.
Raabe fez isso imediatamente, Jericó caiu, menos a sua casa e toda a Sua família foi salva. Mais interessante ainda, ela passou a fazer parte da genealogia do Cristo Vivo.
Não importa o que temos sido e sim o que podemos ser. Por mais que tenhamos errado, há um plano maravilhoso de Deus nos esperando que é ser parte da família do Filho de Deus.
Aceitemos hoje e sempre.
Pastor Elias Alves Ferreira

sábado, 6 de agosto de 2011

Presenteando Jesus


Alguns magos (astrônomos) saíram do oriente e seguindo uma estrela especial e profética, chegaram em Belém. Lá estava o Salvador do mundo, a grande oferta. Mas vieram de mãos vazias? Não. Responderam a dádiva com dádiva, a oferta com oferta. Três valiosíssimos e significativos presentes foram graciosamente deixados: Ouro, incenso e mirra."E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra" - Mateus 2:11.
Não foram maravilhosos os presentes que os amigos de Jesus doaram a Ele em adoração? Com certeza nos leva a refletir: O que temos dado ao Senhor, em resposta ao Seu infinito amor? O que temos oferecido é o melhor da nossa parte? Se tivermos que repetir os presentes dos Astrônomos do oriente, o que significam?
Tradicionalmente traduzimos: Ouro para um Rei, incenso para um Deus, e mirra para um Cordeiro, ou seja, preparando-O para Sua morte (a grande oferta).
Podemos ainda refletir: Que o ouro é a Palavra de Deus, o incenso a oração e a mirra a adoração.
Mas materializando: A primeira oferta era ouro. Jesus precisou de ouro na Sua infância quando teve que ser levado para o Egito por Seus pais terrenos. A oferta os sustentaram durante aquele duro período de perseguição por Herodes.
Refletindo... 
ü       O que temos feito por Ele?
ü       O que podemos fazer?
ü       Teria coragem de não fazer nada por Ele?
ü       Qual é a  sua resposta em relação a grande oferta de Deus?
Pastor Elias Alves Ferreira