terça-feira, 4 de outubro de 2011

Andando com Deus


“Andou Enoque com Deus, e já não era, porque Deus para si tomou” – Gênesis 5:24
Muitos personagens da Bíblia foram verdadeiros exemplos de fé. E um grande testemunho de uma vida de comunhão foi Enoque. Ele viveu, o que o seu nome significa, que é consagração, entrega e iniciação.
A primeira menção sobre este irmão do passado está em Gênesis 5:24 “Andou Enoque com Deus, e já não era, porque Deus para si tomou”.  Podemos notar nestas palavras as ações de Enoque e o seu caráter. Andar com Deus, significa fazer a vontade de Deus, se interessar por tudo que O envolve, viver uma amizade. Para tanto, é necessário aliança e intenção de compreende-Lo e agradá-Lo. O resultado por Enoque ter andado com Deus foi o seu arrebatamento. Andou com Deus e por ação direta dEle, foi morar definitivamente em Sua casa – O Céu.
A segunda menção está em Hebreus 11:5 “Pela fé Enoque foi trasladado, para não ver a morte, não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois antes de sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus”. Percebemos neste texto, a forma como Enoque andava com Deus – a sua fé. O íntimo deste Patriarca fica claro. O futuro e as coisas invisíveis não lhe eram problemas. A fé superava as circunstâncias do seu mundo. Deus não era uma teoria, uma filosofia ou algo qualquer. Era alguém presente, real e amigo. Desta maneira venceu o mundo, as circunstâncias contrárias e até a própria morte. E fica bem claro que o seu modo de viver influenciava as pessoas que estavam ao seu redor. As suas obras denunciavam um relacionamento íntimo com Deus.
A terceira menção está em Judas 14 “Concernente a estes profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão: Vede, o Senhor vem com milhares de seus santos”. Este texto descreve o que Enoque profetizava (testemunhava ou falava) acerca de Deus. Seus pés estavam na terra, mas o seu coração estava na vinda do Senhor. Enquanto a maioria das pessoas enxergava o pecado, e por isso foram destruídos pelas águas do dilúvio, ele contemplava a vinda do Todo-Poderoso e os Seus anjos.
É preciso andar com Deus, no passo de Deus. Se formos displicentes, ficaremos para trás e perderemos as bênçãos. Se tentarmos com nossa petulância sermos mais rápidos que o Senhor, as coisas acontecerão do nosso modo, mas a maioria será uma decepção, um fracasso.
Descobrimos o coração, as ações e as palavras de Enoque. Que você seja outro “Enoque” influenciando positivamente este mundo, com a esperança de morar definitivamente com àquEle que deu a vida, está vivo e voltará – O Senhor Jesus.
Pastor Elias Alves Ferreira

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eu, um profeta como Jonas?

O Velho Testamento contém uma história com verdades surpreendentes. Jonas um Profeta Israelita é enviado para um lugar distante pregar uma mensagem Divina. Tentou fugir do chamado, foi engolido por um peixe, orou para sair desta situação, cumpriu a missão e depois aprendeu a grande lição da vida.

Nínive era a cidade indicada por Deus. Ela situava-se na alta Mesopotâmia (Região entre os rios Tigre e Eufrates) e era a capital da Assíria, o império da Época. A maldade era dominante e ela estava destinada a ser destruída. Mas Jonas tomou caminho contrário. Comprou uma passagem de navio para Társis (região da Espanha). Quantas vezes temos sido Jonas. Nem sempre para tantas pessoas. Muitas vezes para uma única pessoa e com orientações simples, porém determinantes. Temos sido fiéis ou indiferentes?Na sua fuga, Jonas encontrou tempestade e um grande peixe. O que isto nos ensina? Fidelidade da parte de Deus para conosco. Muitos com quem convivemos estão ao nosso lado e não serão outros a anunciar os caminhos eternos. Deus não desiste de nós, nem que para isso tenha que desprender as mais duras lições.No ventre do peixe, depois de três dias, Jonas orou. Com esta oração ele estava quebrantando-se interiormente. Lavando o seu orgulho e dizendo para Deus: Eu vou cumprir a missão, porque encontrei com a Tua misericórdia. Precisamos chegar ao extremo para aprender a orar? Ou podemos voluntária e graciosamente nos prostrar perante o grande Senhor?Depois que Jonas saiu do grande peixe, foi à grande cidade falando sobre o juízo de Deus, e houve arrependimento de todos e a tragédia foi contida. Os resultados daquilo que anunciamos é com Deus e sempre traz grande surpresa. Da nossa parte, temos que permitir sermos instrumentos das Suas verdades.Mas a grande lição da vida de Jonas foi no final. Depois de pregar, assentou-se ao longe para presenciar o fim da cidade. Deus já havia mudado a sorte daquele povo e ele não havia percebido. Deus deixou crescer uma aboboreira que fez sombra sobre ele, porém depois, um inseto cortou a planta. Ele ficou triste e pediu a morte. Deus então lhe fala: “E disse o SENHOR: Tiveste tu compaixão da aboboreira, na qual não trabalhaste, nem a fizeste crescer, que numa noite nasceu, e numa noite pereceu; E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive em que estão mais de cento e vinte mil homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?” – Jonas 4.10 e 11. A maior das lições era que Deus é sempre amor incondicional. Que a Sua bondade não conhece limite. Que Deus atua além das fronteiras dos nossos preconceitos. Que a palavra final é sempre dEle. Que acima de tudo, ao lado dEle, sempre há diariamente, uma nova lição.Querendo ou não somos Jonas. Estamos sempre fugindo da nossa Nínive ou pregando nela. Se estiver fugindo, cuidado! Tempestade e o grande peixe te esperam. Mas se estiver na missão do amor de Deus, a vitória será certa.
fonte:  http://www.soudapromessa.com.br

domingo, 2 de outubro de 2011

A graça que espera


O querido Jesus, nos dias de sua humanidade, ensinou-nos a olhar a vida e o Reino de Deus tão ricamente, usando figuras e personagens que até hoje nos emociona. Eis mais uma paráfrase:
Um homem tinha dois filhos e o mais jovem procurou o Pai, e mesmo correndo risco de vida, disse-lhe: Não quero esperar que morra para receber a minha parte na herança, estou cansado deste lugar, sempre a mesma coisa, quero conhecer coisas novas, ser totalmente independente.
Mesmo contrariado, o Pai respeita o livre arbítrio e um dia vê seu filho ajuntar tudo e partir para a pretenso mundo novo. Longe de olhares conhecidos, com muito dinheiro começa a viver, não a liberdade, mas a libertinagem. É a ida.
Um dia a fortuna acaba e com ele os falsos amigos e prazeres e ei-lo, solitariamente, no meio de uma manada de porcos, sentindo inveja de suas refeições, sem lar e sem pão. No desprezo total, olha para dentro de si e no desejo de viver decide: voltarei, confessarei meus erros e recomeçarei como um empregado qualquer de meu Pai, porque terei pão e amizade. Mesmo que não entre no quarto que foi meu, me alimente na mesa que um dia me pertenceu, mas ali, não me faltará dignidade e respeito. É a voz da consciência e do arrependimento.
No horizonte ao longe, uma silhueta, o Pai que o aguardava diariamente o reconhece e quebrando todos as barreiras tradicionais, movido pelo amor e compaixão, corre-lhe ao encontro, salta-lhe ao pescoço e não permitindo nenhuma desconsideração Paternal, beija-lhe a face. Ë a volta.
Uma ordem foi dada, tragam logo a melhor roupa (é um príncipe e precisa ser protegido), um anel de pedras preciosas (merece uma nova chance e eu faço uma aliança), calçados para os pés (eu tenho filho e não escravo para andar descalço), matem o novilho (merece uma festa), toquem a música (é dia de alegria) porque este meu precioso filho estava totalmente perdido e eu o reencontrei, estava como morto e voltou à vida. É a consideração e a recompensa. Lucas 15:11-23.
Independente da situação podemos afirmar: Deus nos ama e não quer que a nossa vida seja sem sabor, para isto ele aguarda somente um gesto nosso, um passo, e se isso for dado, Ele correrá ao nosso encontro e nos dará o lugar que é nosso, pelo sangue de Jesus que foi derramado na cruz e desfrutaremos a vida aqui, com a perspectiva da festa eterna, a qual ocorrerá, na companhia dos anjos e dos salvos.
Pastor Elias Alves Ferreira
                 
fonte: http://www.soudapromessa.com.br




sábado, 1 de outubro de 2011

A última tentação de Cristo


"Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres" - Mateus 26.39 (b).
Quando pensamos na tentação de Cristo, logo imaginamos àquela em que esteve no deserto, sendo tentado por Satanás - Mateus 4.1-10. Esta, com certeza, foi terrível, porque Jesus estava iniciando o Seu ministério e uma vacilação ou derrota, representaria o fim do plano de salvação. Mas bravamente, Jesus derrotou o mal em todas as fases e provou que a Sua humanização não era de brincadeira e estava disposto a tudo para salvar a humanidade. Ao resistir às propostas indecentes do maligno ficou claro que o pão, prestígio e poder sem Deus não valem a pena.
Outras tentações vieram e foram igualmente derrotadas. Foi tentado a assumir o governo daquela região - João 6.15, a desistir da cruz - Mateus 16: 23 e a escapar da cruz - Lucas 23.39. Mas como tudo isto era pequeno em virtude de alguém poder desfrutar a companhia eterna do Senhor, não desistiu.
Quando, porém, chegamos à última tentação de Jesus, um misto de gratidão, temor, respeito e alegria, envolve a nossa alma. Jesus estava no jardim do Getsêmani. O elemento tentador não foi externo, mas a própria carne, a natureza humana da qual estava vestido. Era noite, estava sozinho e nem mesmo os seus três mais fiéis discípulos conseguia orar com Ele. O futuro sombrio aproximava-se e Ele sabia de tudo: Do beijo falso de Judas, do valor que tinha sido vendido, do julgamento mentiroso, da multidão impiedosa, da crueldade dos algozes, das vestes rasgadas, da dor dos cravos, da sede, do abandono... da morte. Agitou-se profundamente a ponto dos poros eliminarem gotas de sangue. Procurou despertar Pedro, Tiago e João e não houve reação. A tentação chega ao auge e no momento mais agudo, que tinha a oportunidade de usar os Seus poderes em benefício da sobrevivência, curva-se submisso, fiel, e ora: "Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres". A Sua vontade, embora fosse primária não era superior à do Pai. A do Pai sim era prioridade. Esta foi a mais heróica das orações. E desta forma, recupera Suas forças, emoções e paixão e caminha absoluto até o fim. Recebeu ali no Getsêmani o conforto dos anjos, na ressurreição, a glória do Espírito Santo e na ascensão, o abraço do próprio Pai.
Esta última tentação de Cristo nos ensina que podemos ser tentados a olhar para trás. A desistir do projeto dos Céus. A retornar às velhas práticas. A abandonar os princípios do Reino de Deus. A ficar com dó de nós mesmos, da própria carne. A lançar fora o cálice quando este está amargo.
Mas graças a Deus que Jesus não vacilou e deixou-nos o exemplo de que se formos fiéis, poderemos derrotar nossas paixões e viver vitoriosamente acima das circunstâncias e alcançar o céu. Que a vida só é vida de verdade quando vivida na vontade Divina. Que depois do cálice amargo das provações, há sempre o cálice do amor e da glória eterna.
Pastor Elias Alves Ferreira