sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O segredo da vitória


“O SENHOR, vosso Deus, que vai adiante de vós, ele pelejará por vós...” – Deuteronômio 1.30 (a)

Muitas são as lutas da vida. Quando uma termina, logo surge outra. Lutas pessoais, familiares, financeiras e espirituais são as que normalmente não dão tréguas. E a pior das lutas não são visíveis ou humanas. Assim afirmou Paulo: “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” – Efésios 6.12.Normalmente não vemos assim. Diante das dificuldades culpamos em primeiro lugar as pessoas. Esquecemos de olhar para o espiritual, um pouco além do visível e emocional. Não podemos brincar de guerra, mas travar bravamente os combates. E são nestes conflitos que devemos nos lembrar de Deus.

Ele vai a nossa frente, nunca é apanhado de surpresa e batalha em nosso favor. Com este Comandante-Guerreiro podemos afirmar como o Apóstolo dos Gentios: “...Se Deus é por nós, quem será contra nós? “ Romanos 8:31 (b). Nada e nem ninguém é maior que Ele, pois sobre tudo e todos é Supremo.

Mas nem sempre é tão fácil e muitas vezes nos sentimos cansados e prostrados. Aonde vamos, nos acompanha um interminável som de batalha. As aflições são grandes e extenuantes. Queremos paz, mas o que vemos é guerra. No entanto, são nestes momentos que temos que nos agarrar pela fé na promessa Divina: “O SENHOR, vosso Deus, que vai adiante de vós, ele pelejará por vós”. Ele sabe pelejar melhor que nós e diante dEle nenhum inimigo poderá resistir. As melhores das armas diante contra Ele são como fossem feitas de brinquedo. Ele foi, é e sempre será imbatível. Muitas lutas não terminam devido ao nosso orgulho de tentar fazer as coisas sempre ao nosso modo, pelas nossas próprias forças.

Se Deus pelejará por nós não devemos nos preocupar com as estratégias de guerra. Outro texto afirma: “O SENHOR é homem de guerra; SENHOR é o seu nome” – Êxodo 15.3. Ele sabe quais as armas a serem usadas e o tempo do combate.

Temos que admitir que estamos em guerras constantes. E, como bons soldados, devemos viver as recomendações dadas à Timóteo: “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” – 1 Timóteo 2.4.Vencemos quando vivemos estas palavras e as de Hebreus 12.1 e 2 “... desembaraçando-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para... Jesus...” .

É fazendo do Cristo Vivo, o maior guerreiro de todos os tempos, nosso alvo, é que venceremos. Jesus é o maior de todos, porque a arma que usou foi também a maior, o amor, a ponto de morrer na cruz em nosso lugar. Deixemos Deus lutar as nossas lutas e sejamos eternos vencedores.

Pastor Elias Alves Ferreira

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A vida na dimensão do Espirito Santo


“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” – Gálatas 5:22 e 23(a)
Quando aceitamos Jesus como nosso Salvador pessoal, adentramos a uma nova dimensão de vida. Muitas coisas para as quais éramos cegos tornam evidentes diante de nós. A nossa escala de valores é alterada ou em muitos casos chega mesmo a ser invertida. O que é doce fica amargo e que é amargo fica doce porque ocorre o real discernimento entre o bem e o mal. Brota em nós o sentimento sincero de que achamos o caminho de casa. Tudo isso numa pessoa chamada Jesus, que morreu na cruz absorvendo toda a nossa miséria e nos devolvendo a vida vitoriosa na ressurreição. As palavras de Paulo em 2 Coríntios 5:17 passa a ser uma realidade ímpar: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. E como presente desta nova vida recebemos a maravilhosa companhia do Espírito Santo que molda nossa caráter conforme o de Cristo, sendo nove as características principais. Dentre as muitas metáforas bíblicas, está essa, da ação do Espírito de Deus como partes de um fruto. 

Amor é o início ou a entrada neste mundo de bênçãos. Mas não é o amor humano, interesseiro, imediatista e de prazer físico. Mas o amor espiritual, essencial, edificante que vence o ódio e usa a linguagem de Deus.

Depois vem a alegria. E a alegria que o Santo Espírito produz não é a de gargalhadas, mas a profunda, que vem da alma. Que destrona a ingratidão e nos faz aconchegante.

paz é a seqüência. Como precisamos de paz! Não a paz legal, natural ou imposta. Mas a paz de espírito e do Espírito. A paz que serena as controvérsias equilibrando os ânimos. Que mostra a realidade das circunstâncias e nos adormece no leito da tranqüilidade. Com ela vencemos a ansiedade.

Para nos fazer vitoriosos vem a longanimidade ou a paciência. Com ela podemos suportar os momentos mais difíceis sem amargura. Ela nos faz superar o presente e acreditar no futuro. É esta virtude que nos leva a pensar e a repensar diante das confrontações, sendo um freio para a violência.

Passamos a desfrutar a benignidade. Neste texto específico benignidade é a bondade manifesta em palavras. Nossas palavras são sementes que produzem frutos imediatos. Toda violência é vencida quando a delicadeza é uma realidade e as palavras de ternura amenizam e vencem os traumas. O furacão do furor é desfeito nas palavras de benignidade.
  
Nos fazendo semelhantes a Jesus surge a bondade. Não a bondade feita para aliviar a consciência ou como um ato social. Mas a bondade generosa que vem do coração e materializa-se em alguma ajuda. Atitudes bondosas são investimentos concretos para o nosso futuro.
  
Moldando nosso caráter apresenta-se a fidelidade. Fidelidade expressa compromisso, retidão, zelo e alvo definido. Vêm do mesmo radical da palavra fé que é confiança e certeza. Mas não a fé verbalizada, mas a materializada por ações.

mansidão para controlar a nossa sensibilidade predomina nesta dimensão. A mansidão é a longanimidade permanente do caráter. A mansidão nos põe de joelhos diante de Deus e nos faz servos do próximo. E esta humilde tolerância é sempre cheia de suavidade.

E por último recebemos de presente o domínio próprio para dominar todo o nosso ser e nos dar a direção da vida. Nos colocar no devido lugar. Dar tempero às nossas atitudes. O tão sonhado autocontrole dos sentimentos e desejos é uma realidade na presença do Santo Espírito.

Tudo isso acontece num coração em que o Espírito do Senhor habita. Este Ser maravilhoso que veio do céu, transforma as nossas vidas e nos conduz à eternidade. Multipliquemos então as sementes desse delicioso doce fruto, hoje e sempre.
Pastor Elias Alves Ferreira

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A presença de Jesus


“Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus” – Atos 4:13.
Atos 3 e 4 mostram a comunhão e a ousadia da Igreja em seus primeiros dias, principalmente na pessoa de Pedro e João. O que nos alegra é que estes dois discípulos, apesar de serem humildes em suas culturas, refletiam de forma inequívoca a presença de Jesus. Esta é a maior riqueza que algum Cristão possa ter. Contudo, esta presença maravilhosa sempre contém outras características definidas.
A presença de Jesus transforma vidas ao redor. Nos primeiros versículos de Atos 3, Pedro e João, sem nenhuma moeda no bolso, fizeram a felicidade de um aleijado, que nunca tinha dado um único passo, a entrar no templo, andando, saltando e louvando a Deus. Jesus não é uma força intelectual, extática ou passiva. Esta presença é real e normalmente é reconhecida por terceiros. Quem a possui não necessita de demonstra-la. Aliás, quem mais tenta evidencia-la, menos a possui.
A presença de Jesus produz frutos concretos. O aleijado que fora curado (4:14), a conversão de vários Sacerdotes (6:7), a salvação de milhares de vidas (4:4), estavam palpáveis e visíveis em Jerusalém. Eles estavam sendo julgados por fatos e não por teorias. Menos palavras e mais ações, são estas coisas que o mundo quer ver na vida dos Cristãos modernos.
A presença de Jesus produz ousadia.Os Apóstolos tiveram ousadia para ministrar cura ao coxo, pregar na presença das autoridades e mesmo sob ameaças dos magistrados afirmar: Não vamos deixar de pregar as verdades eternas. Somente um fator pode fazer calar um discípulo de Cristo: O pecado. Caso contrário, deveríamos é avançar na fé, no amor, na comunhão e no testemunho.
Para se ter a presença de Jesus é preciso ter Jesus. Até parece uma redundância mas não é. A verdade é que não basta pronunciar este nome ou querer os Seus milagres. Esta presença exige comunhão direta com a “pessoa” de Cristo. Nestes dois capítulos mencionados encontramos 19 referencias diretas ao Senhor.
Feliz, mas feliz mesmo, é todo aquele que não olha as circunstâncias e deseja, e impregna sua vida com a presença de Jesus. São estes que na comunhão e imitação dos atos do Mestre de Nazaré, transformam vidas para a glória eterna. Sejamos hoje como Pedro e João. Que ninguém possa negar isto.

Assembleia Geral Extraordinária Cerca de 600 membros aprovam Estatuto e Regimento da IAP Local

Cerca de 600 pessoas participaram neste domingo (31/07) da Assembleia Geral Extraordinária, na IAP em Vila Medeiros (SP), que aprovou o Estatuto e o Regimento da IAP Local. Foi um grande passo na reforma administrativa, que visa adequar a IAP à legislação vigente e conferir agilidade em seus processos de decisão. Os presentes puderam esclarecer dúvidas e verificar as emendas que foram enviadas até 22 de julho e acatadas pela Comissão Administrativa. Todo o evento transcorreu de maneira genuinamente cristã, pacífica e organizadamente.
Em sua mensagem de abertura, com base em Daniel 3, o Pr. José Lima, presidente da Convenção Geral da IAP, destacou a importância de mantermos a fidelidade a Deus mesmo quando o assunto é o poder eclesiástico. “Deus é Deus e os homens que estão no poder são nada. Deus, que os levanta, é o mesmo que os abate”, alertou. Ele frisou que os três jovens – Sadraque, Mesaque e Abednego - estavam prontos a morrer, mas não a pecar. “O maior compromisso de todos nós não é com o poder, mas com aquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz”. Ao final, declarou que mesmo sendo este um período em que podem ocorrer “assédios”, tendo em vista as eleições de novembro, “devemos estar prontos para morrer, não para pecar”.
Ao final do evento, o Pr. Valdo Romão, diretor-fundador do Grupo Atlântico Contabilidade e Auditoria, que assessora a IAP em sua reforma administrativa, elogiou a maneira democrática como a igreja está conduzindo todo esse processo. “O movimento vivido pela IAP mostra sua maturidade e responsabilidade diante da sociedade”, analisou o Pr. Romão. Ele destacou também a importância da Bíblia nas ações e decisões da IAP. “Estatutos e regimentos não têm o poder de evitar fissuras de caráter, mas vejo que esta é uma igreja que depende sobretudo de Deus”.
O Pr. Hermes Brito, segundo presidente da Convenção Geral, explicou que o Estatuto e Regimento da IAP Local, uma vez aprovados pela Assembleia Geral Extraordinária, serão encaminhados para registro jurídico, para que se tornem “a certidão de nascimento” dessa nova instituição.