segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

“Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.” (1 Timóteo 3.16)


O grande e desesperador problema de muitos cristãos é que eles nem conhecem a Jesus. Na realidade, eles O conhecem de nome, da pregação, mas não O conhecem segundo a Sua natureza. Mas para aquele que reconheceu o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, em seu íntimo, o discipulado se transforma em alegria e glória mesmo que seja através de dificuldades. Até em alguns dos discípulos encontramos esse lado trágico de não conheceram verdadeiramente o Senhor Jesus, pois Ele diz, por exemplo, a Filipe: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido?” Em nossa vida pessoal atentemos para a afirmação do Senhor: “… onde eu estou ali estará também o meu servo.” E qual foi o primeiro lugar em que Ele esteve quando veio a este mundo? Em Belém! Sua vida começou com renúncia, na simplicidade de uma manjedoura. E onde terminou Sua vida terrena? Na mais profunda renúncia e nos maiores sofrimentos na cruz do Calvário! Ali ninguém quer procurá-lO e achá-lO, mas é justamente ali que devemos reconhecer a Jesus, justamente ali Ele se revela a nós!
Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo) via: http://www.extremosulgospel.com.br 

domingo, 16 de janeiro de 2011

A Fé de Raabe, a meretriz

Quem foi Raabe?

Raabe é uma personagem do Antigo Testamento da Bíblia que, segundo o Livro de Josué, teria sido uma prostituta que morava nos muros da cidade de Jericó.

De acordo com o relato bíblico, Raabe teria convertido-se a Deus e ajudado os espiões israelitas antes da invasão da cidade, hospedando-os em sua casa.

Após a conquista de Jericó por Josué, a vida de Raabe é preservada juntamente com sua família. Após a destruição de Jericó, Raabe habitou entre os Israelitas e casou-se com Salmom. Deu a luz á Boaz, que foi bisavô de Davi, tornando-se assim, da linhagem de Jesus.


Hebreus 11 é a galeria dos heróis da fé, cita apenas duas mulheres pelo nome: Sara, a esposa de Abraão (v. 11) e Raabe, uma meretriz de Jericó (v. 31). Sara era uma mulher temente a Deus, esposa do fundador do povo hebreu , e Deus usou seu corpo consagrado para dar à luz Isaque. Raabe, por sua vez, era uma gentia ímpia que adorava a deuses estranhos e vendia seu corpo. Em termos humanos, Sara e Raabe não tinham nada em comum. Mas do ponto de vista divino, Sara e Raabe compartilhavam a coisa mais importante da vida: as duas exercitaram a fé salvadora no verdadeiro Deus vivo.

Porém, a Bíblia vai ainda mais longe e relaciona Raabe ao Messias! Ao ler a genealogia de Jesus Cristo em Mateus 1, encontramos o nome de Raabe na mesma lista (v. 5) que os nomes de Jacó, Davi e de outras pessoas famosas da linhagem messiânica. Sem dúvida ela percorreu um longo caminho de prostituta pagã a antepassada do Messias.

Neste ensaio, gostaria de chamar a sua atenção para a fé de Raabe. Surge a intrigante pergunta: Como pode uma meretriz ter fé? É possível? Como era a fé de Raabe?



1. Uma fé corajosa (Js 2.1-7)


Tanto Hebreus 11.31 quanto Tiago 2.25 mostram que Raabe havia depositado sua fé no Deus Eterno antes de os espias chegarem a Jericó. Jericó era uma das “cidades estados” de Canaã, cada uma delas governada por um rei (cf. Js 12.9-24). A cidade ocupava cerca de 8 ou 9 acres, e há evidências arqueológicas de que era protegida por uma muralha dupla, cada parte separada da outra por uma distância de cinco metros. A casa de Raabe ficava nessa muralha (Js 2.15).

Quarenta anos antes, Moisés havia enviado doze espias a Canaã, e somente dois deles haviam apresentado um relato favorável (Nm 13). Josué enviou dois homens para espiar a terra e, especialmente, para obter informações sobre Jericó. Queria descobrir como os habitantes da cidade estavam reagindo à chegada do povo de Israel. De que modo os dois espias entraram na cidade sem ser imediatamente reconhecidos como forasteiros? Como encontraram Raabe? Ao ver esses acontecimentos se desenrolando, somos compelidos a crer na providência divina. Raabe era a única pessoa em Jericó que cria no Deus de Israel, e Deus levou os espias até ela.

É impressionante como Deus, em sua graça, usa pessoas que, a nosso ver, jamais poderia servi-lo (1 Co 1.27-29). Raabe colocou sua vida em perigo ao receber os espias e escondê-los, mas esse fato, em si, mostra sua fé no Senhor. É impossível ocultar a fé salvadora pó muito tempo. Uma vez que aqueles dois homens representavam o povo de Deus, ela não teve medo de ajudá-los. Se o rei tivesse descoberto a dissimulação de Raabe, ela teria sido executada como traidora.



2. Uma fé confiante (Js 2.8-11)


A fé vale tanto quanto aquilo que se crê. Há quem creia na fé e pense que pelo simples fato de crer pode fazer maravilhas. Outros crêem em mentiras, o que na verdade não é fé, mas sim superstição.

Dr. Martyn Lloyd-Jones disse: “A fé manifesta-se em toda a personalidade”. A verdadeira fé salvadora não é apenas uma proeza resultante do esforço intelectual pelo qual nos convencemos de que algo é verdade, quando não o é. A verdadeira fé salvadora envolve “toda nossa personalidade”: a mente é instruída, as emoções são estimuladas e a vontade age em obediência a Deus.

Veja isto exemplificado na vida de Raabe: Ela sabia que Jeová era o Deus verdadeiro [a mente]; ela temeu por si mesma e sua família quando soube das grandes maravilhas que ele havia realizado [as emoções] e ela recebeu os espias e implorou pela salvação de sua família [vontade]. Portanto, toda a personalidade deve estar envolvida, caso o contrário, não se trata de uma fé salvadora conforme descrita na Bíblia.

Quando disse: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra” (Js 2.9), Raabe demonstrou mais fé do que aqueles dez espias quarenta anos antes. Sua fé baseava em fatos e não apenas em sentimentos, pois ela ouviu falar dos grandes milagres que Deus havia realizado, a começar pela divisão das águas do mar Vermelho no êxodo.

“Porque o Senhor, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra” (Js 2.11). Uma confissão de fé tremenda, vindo dos lábios de uma mulher cuja vida havia sido cativa da idolatria pagã! Raabe creu no único Deus e não no panteão de deuses que habitavam os templos pagãos. Creu que Ele era um Deus pessoal (“vosso Deus”), que agiria em favor daqueles que confiavam nele.

E para você leitor [a], o seu Deus é apenas Deus dos céus, ou também o Deus de toda a terra? Para muitos cristãos, Deus é Deus apenas dos céus e não da terra! Ele manda em cima, mas não interfere embaixo. O Deus de Raabe, era Deus nos céus e Deus de toda a terra. Aleluia! Raabe creu num Deus grande e tremendo!

Nele, que é Deus dos céus e Deus de toda a terra


Autor: Pr Marcelo Oliveira - Davar Elohim

Via: FILADÉLFIA - http://filadelfiaaigreja.blogspot.com

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Diário de Viagem a Moçambique Um povo muito alegre

Estamos na África. Eu e os pastores Osmar Pedro da Silva (vice-superintendente da Região Noroeste Paulista) e Alessio Gomes de Oliveira (diretor do Departamento de Missões e Evangelismo). Depois de 24 horas de viagem, chegamos a Nampula, centro de Moçambique, depois de termos passado por Johanesburgo, na África do Sul, e pela capital de Moçambique, Maputo.
Mais de dez irmãos nos receberam no aeroporto de Nampula, incluindo dois pastores e um missionário. Viajaram seis horas de trem para nos ver. Jejuaram por nos durante a semana. Cantando, todos cantando e louvando a Deus. Sorriso latente nos lábios. Foi emocionante!
Fomos à casa do missionário Marcelino, líder da IAP em Moçambique. Homem novo, dono de uma simplicidade arrebatadora. Sua esposa, Sandra, jovem, além da simpatia, nos serviu o que tinha de melhor em sua casa, bolinhos de farinha. Sem palavras... Eles têm uma filha, Katia, de dois anos. Ela chorava, com o pedaço de pão, sua janta; eu a tomei nos braços e ela aquietou-se. Em silêncio, agradeci a Deus.
O pastor Osmar não agüentou a emoção de voltar a Mocambique e rever os irmãos que aprendeu a amar, quando aqui esteve, há cinco anos. A voz embargou ao vê-los no aeroporto, e ao falar, na casa do Mis. Marcelino. Ele entregou a eles uma carta que um ex-presidiário, convertido a Cristo através da IAP, enviou aos irmãos; o Mis. Marcelino leu diante de todos, outro momento emocionante.
O pastor Alessio se esforça para viver esse momento em profunda gratidão a Deus pelo que vê e sente em cada momento. Suas primeiras palavras foram de ânimo, amor e edificação, considera uma grande benção de Deus estar por aqui vivendo esse grande momento espiritual. Ele sabe que estamos aqui representando o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, e que viemos aqui para falar dele aos corações cegos e famintos. Ele espera ver Deus fazer coisas maravilhosas, e cremos que, de fato, Deus o fará.
Descansamos bem, e agora vamos comprar comida para podermos viajar cerca de 400 quilômetros para Malema, onde temos sete tribos de adventistas da promessa a visitar. Vamos cultuar a Deus com eles, orar, alimentarmo-nos da palavra de Deus, dar e receber forças espirituais, comer e beber do pão e do vinho, que compõem a mesa do Senhor Jesus, nosso Salvador, Senhor e Rei.
Só voltaremos na próxima terça-feira, se Deus quiser, quando visitaremos alguns irmãos de Nampula, e pelo menos, temos um diálogo bíblico marcado com o Abidul, homem de religião muçulmana, peço oração de todos.
Depois, seguiremos para Johanesburgo, onde visitaremos três ex-presidiárias, que se converteram nas penitenciárias brasileiras, através do trabalho maravilhoso de duas servas de Jesus, as missionárias Leia e Solange. Intentamos verificar as condições para alguma ação missionária futura.
Enfim, até agora, somos gratos a Deus, que pelo Espírito Santo tem nos dado vitória. Somos também gratos pela oração e jejum de todos os irmãos.

Abraços
Pastor Jose Lima de Farias Filho, presidente Geral da IAP.

Fonte: www.portaliap.com.br

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Dom Inefável

“Graças a Deus pelo seu dom inefável.” 2 Coríntios 9.15


Ingratidão para com o Senhor é um grande pecado de omissão! Quantos motivos temos para Lhe agradecer! Mas o maior motivo de gratidão de nossa parte para com Deus é Seu Filho amado, que Ele entregou à morte maldita na cruz. Gratidão para com o Senhor é agradável a Deus, pois está escrito: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”Você já deu graças ao Senhor hoje? A medida de sua gratidão ao Senhor também determina a medida da vitória de Jesus em sua vida. Dar graças é a mais alta expressão de fé: “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça.” Mas são poucos os filhos de Deus que têm o hábito de agradecer a Deus e louvá-lO antes de Lhe fazerem seus pedidos e suas súplicas. Agradeça-Lhe em primeiro lugar, de todo o coração, pela salvação. Agradeça-Lhe que Ele o carregou e suportou até hoje. Dê graças por ter se tornado um filho de Deus, agradeça por Ele ter lhe dado o novo nascimento. O Senhor gosta de ouvir isso, e assim você estará fazendo a Sua vontade. Através do agradecimento, o Senhor é honrado, e você fica feliz e interiormente livre para interceder de maneira correta pelos outros diante do trono da graça.

http://www.extremosulgospel.com.br




quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Moisés – Renúncia, mansidão e fidelidade


“Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado ser chamado filho da filha de Faraó”. Hebreus 11: 24


INTRODUÇÃO:
“Vários intérpretes supõem que Moisés poderia tornar-se o Faraó seguinte, se tivesse permanecido no agrado da corte egípcia. Não temos meios para julgar tal possibilidade. Seja como for, ele tinha muito a perder se abandonasse sua privilegiada posição; e, do ponto de vista natural, nada tinha a ganhar, senão a miséria, ao identificar-se com o povo escravizado. Moisés desistiu de uma invejável posição, das riquezas da casa real, do prestígio da elevada posição oficial. Ele deve ter sido informado relativamente cedo a sua vida, acerca de sua verdadeira origem. Durante anos ele pode observar a brutalidade dos egípcios e a triste sorte de seu povo. Tudo isto contribuiu para deixá-lo revoltado; e compreendeu que algum dia seria obrigado a defender a justiça, a despeito de quais quer sacrifícios pessoais que isto envolvesse.” (O Novo Testamento Interpretado, Vol. 5, pg. 631).
Além da renúncia de seus privilégios na corte egípcia, em favor do seu povo, Moisés foi um homem de marcante perseverança. Seu caráter firme e denodado fez com que Deus o escolhesse para uma missão especial: o livramento dos israelitas das mãos de Faraó. O cativeiro estava chegando ao fim, segundo a palavra a Abraão (Gênesis 15: 13-14); por isso Moisés foi preparado de maneira também especial, para realizar aquele trabalho (Êxodo 3). A partir da libertação, começa uma caminhada em demanda das terras prometidas por Deus aos descendentes de Abraão. Essa caminhada demorou 40 anos de viagem e paradas pelo caminho. Seguindo esse percurso e as circunstâncias que o envolveram, ver-se-á a fé inabalável de Moisés, que o fez homem de perseverança, de confiança e decisão que resultaram num líder valoroso. As ricas lições de vida de Moisés devem ser para o povo de Deus da atualidade - um espelho no qual todos precisam mirar e buscar aqueles exemplos dignos de verdadeiro cristão.

I – RENÚNCIA

Entre os significados de renúncia, temos os seguintes: “rejeitar, recusar, não querer, abdicar, desistir de, etc.”. Tudo isto fez Moisés, o grande profeta de Deus. O fato de deixar ele o palácio (estava com 40 anos), para visitar seus irmãos cativos, já era a mão de Deus operando. Lá entre seu povo pode perceber a ingratidão do cativeiro. As tarefas impostas, a violência dos mestres ou fiscais de obra, contribuíram para que Moisés tomasse a decisão do que era homem de letras, das promessas feitas por Deus aos descendentes de Abraão, entre os quais, ele se incluía. Pela fé, diz a Bíblia, Moisés trocou todos os privilégios e direitos ao trono de Faraó, preferindo sofrer os vitupérios e direitos ao trono de Faraó, preferindo sofrer os vitupérios como o povo de Deus, porque aí a recompensa seria eterna e não passageira. Atitudes dessa natureza marcam a vida da pessoa, fazendo-a corajosa, destemida e confiança nas promessas divinas.

II – MANSIDÃO E FIDELIDADE

Mansidão e fidelidade eram também qualidades na vida e no caráter de Moisés. Quando formos estudar a recíproca na vida do povo de Deus, veremos como são requisitos necessários a uma vida vitoriosa. Se Moisés não fosse um homem manso, não teria suportado o povo durante quarenta anos. A fidelidade também o manteve em seus compromissos com Deus e com os líderes da nação. Tudo formava um conjunto harmonioso de virtudes morais e espirituais.

III – RESPONSIBILIDADE

A responsabilidade é que dá nobreza de caráter. Moisés não era tímido, pusilânime, mas demonstrava ser um homem determinado, capaz e responsável.
Nos dois casos referidos pelas perguntas, encontramos duas circunstâncias: uma material, outra espiritual. Nas decisões como líder civil daquele povo, ele soube receber conselhos e instruções do sogro e de maneira sábia aplicar para o bom andamento dos negócios. No sentido espiritual, não lhe faltou responsabilidade séria para interceder pelo povo. Era realmente preparado para a liderança dos seus irmãos.

IV – A RECÍPROCA DEVE SER VERDADEIRA

Deus quer representantes autênticos, filhos da luz, que possam brilhar pelo testemunho e pela palavra. O SENHOR Jesus cumpriu na cruz a Sua parte, garantindo a justificação sem que o pecador necessite pagar por ela. Neste sentido ela é gratuita. Mas, as práticas da vida religiosa, bem determinadas pela Bíblia, são uma necessidade insubstituível ao servo de Deus que deseja a salvação. Moisés foi salvo também pela graça (Tito 2: 11), pois pela fé nele funcionou como uma alavanca altamente poderosa. Mas, pudemos observar que seus exemplos de boas obras, de trabalho e de fidelidade marcaram-lhe a vida de maneira extraordinária. É exatamente assim que Deus quer o Seu povo: especial, zeloso e de boas obras. Embora essas obras não tenham nenhum poder para justificar o crente, porque se assim fosse, qualquer pessoa poderia reivindicar a justificação como retribuição pelo seu esforço. Isto é flagrantemente contrário aos ensinos da Bíblia.
Aprendemos nestes estudos que o homem uma vez perdoado deve aceitar e praticar a vontade soberana do Altíssimo. Os textos mostram a necessidade de fidelidade. Que é isto, senão o respeito e obediência às determinações bíblicas que mostram os deveres dos crentes como pessoas lavadas no sangue da redenção e santificadas pelo Espírito Santo? Se não houver na vida cristã a prática do temor a Deus, a pessoa é considerada rebelde e desobediente, perante a Palavra de Deus, a Bíblia.
Eis por que aprendemos com Jesus a renunciar como Moisés, se quisermos segui-Lo. Moisés vendo o invisível, não entendeu que o alcançava só pela promessa, mas sabia que teria de fazer algo de sua parte para chegar lá. Assim deve ser a vida cristã. Aprendemos ainda que é necessário responsabilidade no trabalho, como líderes da Igreja; e, sobretudo, na vida religiosa, sendo tementes a Deus, como nos ensina a sã doutrina e não as filosofias de mestres de mentes cauterizadas.
Se esse é o caminho, vamos andar por ele, pois o seu fim será às portas das mansões eternas.

Pastor Genésio Mendes (adapt.) Lições Bíblicas, 1993
via: gruporesgate2.blogspot.com

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Amor do Pai

46ª Assembleia Geral enfoca Deus como Pai que corrige e abraça

O amor do Pai derramado sobre o coração dos filhos. Esta pode ser a síntese da 46ª Assembleia Geral da IAP, realizada na Estância Árvore da Vida, em Sumaré (SP), nos dias 26 a 28 de novembro de 2010. Foram momentos de restauração e reconciliação junto ao Pai que ama, salva, perdoa pecados e oferece a vida eterna. Cerca de 900 membros participaram de todo o evento, que começou na sexta pela manhã, com louvor a Deus, liderado pelo Departamento de Música, e a mensagem pregada pelo Pr. Airton da Silva Correa.

O Pr. José Lima, presidente geral da IAP, ministrou uma palavra de ânimo aos trabalhadores da obra de Cristo. “As aflições sofridas pela família de Deus procedem do Pai celeste para o nosso bem. Por toda a Bíblia Sagrada se vê Deus por trás das nossas tribulações, controlando e usando nossos sofrimentos para aperfeiçoar o nosso ministério e usar o nosso sofrimento ministerial para edificar a sua igreja” – comentou o pastor.
Em seguida, foram apresentados os relatórios da Tesouraria e Secretaria, mostrando com transparência os números da igreja. A discussão sobre a reforma administrativa se iniciou na sexta pela manhã e se estendeu durante toda a tarde e também no domingo de manhã. Em breve, publicaremos no Portal IAP as principais resoluções.
À noite, os participantes da Assembleia foram edificados pelo relato dos pastores e missionários da IAP que atuam no exterior. Eles falaram sobre as dificuldades que enfrentam, mas em cada depoimento, se sobressaiu um testemunho de vitória ou milagre que o Senhor operou, mostrando que Deus não os deixa desfalecer. O Pr. Alessio Gomes, diretor do Departamento de Missões e Evangelismo, fez o lançamento da III fase do Projeto “Um Milhão de Contatos Missionários”.
Durante todo o sábado (27), foi desenvolvido o Projeto Santificar, com base no tema “O Amor do Pai”. Verdadeiramente, os filhos de Deus saíram dali abraçados e reconciliados com o Senhor. Pela manhã, antes de iniciar o sermão, o Pr. Hermes Brito, vice-presidente geral da IAP, fez um depoimento emocionado, rasgando seu coração diante de toda a Assembleia. Era o início do mover de Deus naquele dia.
Em sua mensagem, ele falou sobre “O Amor do Pai e a Salvação dos Filhos”, ressaltando aspectos que mostram porque a salvação de Deus é singular: por sua base, por sua oferta, por sua extensão, por sua condição e por sua dádiva.
“O Amor do Pai e a Comunhão dos Filhos” foi o tema desenvolvido durante a tarde. Inicialmente, pregou o Pr. José Wilbert Magalhães, que falou sobre a essência da comunhão dos filhos com o Pai. Em seguida, o pr. Alexandro Jorge da Silva explanou sobre a evidência da comunhão dos filhos com o Pai e levou todos os presentes e refletirem sobre o relacionamento com o próximo.
O terceiro mensageiro da tarde foi o Pr. Alan Rocha que, com muita sabedoria, apresentou os resultados da comunhão dos filhos com o Pai. Os três magníficos resultados são: o coração tranquilo, a oração respondida e a comunhão testificada. Durante toda a tarde, houve muito clamor e lágrimas diante do Senhor.
À noite, chegou o momento de abordar “O Amor do Pai e a Imperfeição dos Filhos”, que ficou sob a responsabilidade do Pr. José Lima. Ele falou sobre a parábola do filho pródigo (Lucas 15), mas enfocando sobremaneira o pai. “O personagem central da parábola é o pai, e não o filho”, ressaltou ao iniciar. Movido pelo Espírito Santo, fez todos se enxergarem como filhos pródigos precisando voltar ao abraço do pai. O pecado, a autossuficiência e o comodismo foram alguns dos fatores citados por ele, que nos afastam do Pai.
Ao final, foi glorioso testemunhar o arrependimento que Espírito Santo trouxe à igreja, pois muitos pastores foram os primeiros a se ajoelharem diante do altar do Senhor, seguidos pelos diáconos e líderes. O quebrantamento visto ali reflete o que Deus está fazendo por toda a IAP, que deseja ser santa para o Deus Santo.
Outro destaque foi o testemunho da irmã Simone, que foi evangelizada pela equipe de capelania no presídio feminino de Santana (SP). Todos puderam ver a mensagem do amor do Pai, encarnada naquela filha, que esteve envolvida em drogas e prisões, mas voltou para a casa do Pai e ganhou a liberdade dias antes da Assembleia.
O Pr. Genésio Junior pregou no domingo pela manhã quando, mais uma vez, todos se colocaram diante do Senhor, ainda desfrutando da intensa presença dele naquele local.
Enquanto isso, os jovens pastores – casados ou noivos – e os seminaristas e missionários solteiros recebiam também os ensinamentos e a presença do Senhor, num evento planejado especialmente para eles, pelo Departamento Ministerial, que ocorreu na sexta pela manhã e no domingo pela manhã. Para glória de Deus, vários casais e solteiros relataram que foram edificados e restaurados pelo Espírito Santo.
Ao final da Assembleia Geral, nos rostos havia um sorriso de alma lavada, como filhos que se reaproximaram do Pai e foram aceitos por ele, e nos corações, a certeza de que foram dias inesquecíveis para a igreja de Cristo.

Fonte: www.portaliap.com.br

Nicodemos


Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus (João 3:3).

Nicodemos

Na atualidade, provavelmente consideraríamos Nicodemos, a quem o Senhor chamou de “mestre em Israel” (v. 10), um brilhante teólogo. Tinha ouvido muito sobre o Senhor Jesus e ficara tão im­pressionado pelos sinais que Ele realizava, ao ponto de desejar ver e falar com o Senhor.

De tudo o que ouvira e vira, Nicodemos concluiu que o Senhor Jesus tinha de ter vindo de Deus, “porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (v. 2). E nisso estava certíssimo. Os milagres feitos pelo Senhor Jesus eram os “sinais” com os quais provava que havia sido enviado por Deus e que era Filho de Deus. Porém, o que todas as pessoas precisam, e o que faltava a Nicodemos, não é tanto a ampliação do conhecimento, mas um relacionamento pessoal com Cristo na base de uma completa mudança que deve ocorrer em cada um individualmente.

O Senhor foi direto ao ponto quando aquele “mestre” iniciou a conversa. “Você tem de nascer de novo”, se quiser participar do Reino de Deus. Nicodemos foi incapaz de entender isso. Então o Senhor fez uma comparação: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (v. 6). Regeneração é um processo espiritual que produz uma vida nova e espiritual. É uma obra que Deus realiza dentro daqueles que crêem em Cristo, o Filho de Deus. Seu resultado é um modo de pensar e agir inteiramente novo, em total harmonia com a Palavra de Deus. E mais tarde a vida do próprio Nicodemos foi uma demonstração disso. Ele pôde compreender as palavras do Senhor Jesus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (v. 16).

fonte: http://www.apaz.com.br - via: http://www.extremosulgospel.com.br