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sexta-feira, 15 de julho de 2011

No fundo do porço

Por Pr. Elias Alves Ferreira

Quando lemos as palavras de Davi no Salmo 38, vemos este homem piedoso e justo chegando no limite da sua resistência. Ele está arrasado, desencorajado, triste, e a luta esgotou toda sua força. Ouçamos seu conturbado choro: “Sinto-me encurvado e sobremodo abatido, ando de luto o dia todo... Estou aflito e mui quebrantado; dou gemidos por efeito do desassossego do meu coração...Bate-me excitado o coração, faltam-me as forças, e a luz dos meus olhos, essa mesma já não está comigo...Mas eu, como surdo, não ouço e, qual mudo, não abro a boca. Sou, com efeito, como quem não ouve e em cujos lábios não há réplica” (Salmo 38: 6,8,10,13-14).
Ao lermos este salmo, imaginamos Davi destroçado em meio ao desespero. Talvez o que o incomodasse mais, era que não conseguia entender o porquê de subitamente ficar tão arrasado. Era um homem que tinha fome de Deus, e seu coração se derramava diante dEle diariamente em oração; reverenciava Sua palavra, escrevendo salmos que exaltavam Sua glória. Mas agora, em depressão, tudo o que conseguia gritar era: “Senhor, cheguei ao fundo do poço.Não tenho força para realizar  o mínimo.  E não tenho idéia de porquê isto me sobreveio”
Tal como muitos cristãos desencorajados de hoje, Davi tentou entender porque se sentia tão vazio e falido no espírito. Ele provavelmente reviveu todas as falhas, os pecados e coisas erradas de sua vida. A certa altura deve ter pensado: “Ó Senhor, será que todos esses meus atos impensados e pecaminosos me feriram tanto a ponto de eu não ter mais esperança?”. “Será que o perdão de Deus não foi suficiente para pagar as minhas dívidas espirituais?”.
Finalmente, Davi avaliou que Deus deveria estar lhe castigando, lhe cobrando algo. Ele clama: “Não me repreendas, Senhor, na tua ira, nem me castigues no teu furor. Cravam-se em mim as tuas setas, e a tua mão recai sobre mim. Não há parte sã na minha carne, por causa da tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado. Pois já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniqüidades; como fardos pesados, excedem as minhas forças” (versos 1-4).
Queremos dizer aqui que Davi não está apenas escrevendo em relação à sua própria situação neste salmo. Ele está descrevendo algo que todos os que amam Jesus enfrentam em algum ponto da vida. Ele está falando do estar sob ataque demoníaco. Este tipo de espírito de desencorajamento vem direto das forças do mal. E chega a hora em que todo cristão, mesmo consagrado, está sujeito a ser inundado por essa súbita e inexplicável experiência. O cristão não traz isso para si, e nem o Senhor o envia. Este tipo de ataque geralmente não tem nada a ver com um pecado específico, ou com alguma falha da nossa parte. Mui simplesmente, o espírito de desencorajamento é a arma mais poderosa de Satanás contra os eleitos de Deus. O mais freqüente é Satanás usá-lo para tentar nos convencer que trouxemos sobre nós a ira de Deus, por não correspondermos aos Seus santos padrões. Porém, o apóstolo Paulo nos encoraja a não nos tornarmos presas dos laços do diabo: “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios” (2 Coríntios 2:11).
Paulo está dizendo: “Vocês têm de enxergar o desencorajamento por aquilo que ele realmente é! Trata-se de uma arma demoníaca - uma flecha que Satanás lhes lança, para que duvidem de si próprios. Ele sabe que não os pode tentar para se afastarem de Jesus. Então os inunda de mentiras cruéis, para que achem que nunca serão bons o suficiente para servirem a Cristo. Ele quer lhes deixar tão derrubados, que vão querer desistir da própria vida”.
Se estiver numa situação parecida, pergunte a si próprio se o clamor de Davi  é o seu  próprio clamor . Deus será sempre amoroso conosco em nossa fragilidade mas nunca devemos permitir que a incredulidade se firme em nossos corações.  Porque todo castigo sobre nós já foi assumido por Cristo na cruz.
Para quem está no fundo do poço, só resta uma alternativa: Olhar para cima. Vamos a Deus em oração, na mais completa honestidade, dando ao Espírito Santo tempo para realizar Sua obra. Digamos a Ele: “Pai, assim como tiraste Jesus da sepultura, me tire também desta situação horrível. Reconheço que não tenho mais força. Se algum dia eu sair desta, terá de ser o Senhor a fazer isso. Assumo uma posição de vitória pelo sangue e em nome de Jesus”.
E depois saiamos do poço, com toda força espiritual, cantando como Davi: “Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no SENHOR” – Salmos 40:1-3.

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